quarta-feira, 20 de maio de 2009

Cães Luveiros



É impressionante como os abelhudos de plantão, e não praticantes de esporte tentam diminuir ridicularizando as qualidades genéticas dos cães de sch quanto a sua aplicação em guarda real.

Antes de criticar as pessoas deveriam entender quais fatores que levam o cão morder, quais os instintos que são combinados e direcionados.

O trabalho cobrado em cães de sch exige precisão e alto controle, qualquer base mal feita gera descontrole.

No sch diferentemente de guarda de perimetro, é exigida a captura e controle do oponente, e não o afastamento de um suposto agressor.

Os fatos que levam um cão a apresentar corretamente este comportamento, é muito diferente dos fatores que levariam um cão realizar um ataque por insegurança, a mordida para afastar o oponente é o tipo de mordida geralmente é vista na maioria de “cães bravos” ou cães de guarda natural quando sofrem algum tipo de pressão, elas são erraticas e ficam confitadas entre, segurar para que o oponente não volte a criar a situação de desconforto e ao mesmo tempo tem o intuito de afastar o oponente para que tudo aquilo acabe logo.

A denominação cão com guarda natural, nada mais é uma maneira bonita de representar cães inseguros e nervosos, que algum dia aprenderam mal e porcamente morder, para resolver a maioria dos problemas gerados por suas inseguranças.

Cães com essas características geralmente queremos distancia da reprodução, colocariamos em algum quintal, e provavelmente teriam que nascer novamente para serem capazes de graduar no esporte.

Cães de linhagens de sch geralmente são mais seguros e equilibrados, e muito provavelmente, sua agressão não será deflagrada a toa, simplesmente por não terem problemas relacionados a insegurança e instabilidade nervosa, cães de sch precisam ser realmente desafiados, precisam ser condicionados a trabalharem na proteção.

Fator esse que facilitara o controle e treinamento de alto nivel.

Cães luveiros seriam aqueles que trabalham em caça?

Antes de falar sobre agressão vou falar um pouco de caça, a caça é um dos principais instintos usados no preparo de cães de serviço, o que instintivamente era algo para estimular a captura de tudo que se move, para que o cão matasse e começe, passou a ser uma importante ferramenta de treinamento que gerar luta, dominio, target, link, comunicação, confirmação de comportamento e alivio de pressão.

Não me levem a mal, mas qualquer um que questione a utilização da caça no treinamento avançado de cães de proteção, no minimo não tem a minima noção dq esta falando.

Para formar corretamente um cão de sch, é preciso agregar e puxar todas ferramentas instintivas presentes, e asim usar todos os drives necessarios para realizar as tarefas, o drive de caça é um deles, se o cão não apresenta este drive, muito pouco poderá ser feito em relação a maioria dos serviços realizados nos moldes técnicos atuais e niveis exigidos para seleção de linhagens.

A agressão é uma opção mas ela sempre terá que ser agregada a caça para gerar equilibrio e auto controle, a caça é primordial para trabalhar os cães imaturos, permitindo o desenvolvimento do jogo, da luta e posse nos filhotes.

Partindo do principio que será muito mais fácil buscar uma mordida reativa relacionada com estado de agressão se o animal já tiver vivenciado e experimentado anteriormente a situação de mordida em caça, assim diminuindo o risco de exageros que sobreponham os limites de pressão que um cão pode aguentar, todo cão possui um limite, nenhum figurante que se preze deseja criar traumas em um cão inexperiente, ou gerar uma base mal feita, a caça é uma ferramenta que permite dar um boot em uma situação problematica, re-direcionando e gerando o alivio correto e imediato tirando o cão daquela situação de indecisão ou congelamento, evitando a desistencia.

Não ter ferramentas ferramentas para resolver ou evitar uma situação como essa, será muito danoso ao aprendizado.

Durante o treinamento de proteção a caça não funciona sozinha, para que o cão aprenda a lutar pela caça exigi-se controle emocional, podendo assim suportando o confronto, direcionando corretamente as respostas de posse e luta.

Vc pode criar o desafio em agressão e liberar a mordida em caça, em dado momento o cão começa a caçar canalizado em agressão, o comportamento se reforça pela luta e se direciona em um novo objetivo.

E como uma bola de neve a vitoria gerada pela luta pela caça pode ser usada como um reforço, que ganha força ao se mixar a sentimentos gerados pela agressão, aumentando o impeto pela a luta.

E para reforçar o aprendizado o fato perder a caça quando faz algo errado, tem capacidade de gerar frustração, e aumentar o drive, e desenvolvendo a necessidade do cão pelo aprendizado.
Muitos cães cães graças a suas limitações comportamentais terão que ser treinados em proteção, de maneira que o reforço do comportamento agressivo seja a própria desistência ou fuga do oponente, e isso tbm pode funcionar, porém além de ser muito pouco, é uma ferramenta de treinamento muito primária, e limitada.

Apesar dessa forma parecer mais “real” se usarmos só agressão, o descontrole e a pressão imposta pelo desafio pode causar uma piora na qualidade de mordida, e isso não passará desapercebido pelos juízes, essa piora na maioria das vzs está associada com comportamentos que supostamente antecedem a desistência, indecisão ou fuga.

Muitos vão se perguntar, mas ai? um cão de sch faz um ataque real? alguns sim outros vão precisar de um trabalho direcionado ao ataque civil, e assim que exigidos certamente farão o serviço.

É impossível ou muito difícil controlar um cão treinado apenas em agressão, ou em agitação, vc vai ter que quebrar um comportamento que deveria na verdade ser um reforçador, é comum ver cães que se tornaram apáticos pois constantemente são punido por adotarem certo tipo de emoção, pois estão trabalhando alto em agressão e associam a correção ao estado emocional que apresentam, e não a desobediência para com o condutor, gerando desacordos e conflitos inúteis ao andamento do trabalho em equipe, contrariando o fato de que deveriam estar sendo liberados no estado de emoção correto, as correções inadequadas quebram o ímpeto, o ímpeto é a coisa mais desejada em um cão de sch, os comandos da obediência podem e deveriam ser os antecipadores da emoção, e a liberação da atitude desejada, reforçada com sinalização correta do figurante, e por fim a conclusão da mordida como marcação do fim do exercício, e para que essa mordida ocorra, o cão tem de ter o instinto de caça.

Agora gostaria da explicação dos que insistem em chamar cães de sch, de cães luveiros, e ainda vem com a afirmação.

Meu negocio é realidade não esporte...

Como o cão vai caçar ou agredir algo que esta parado?

Fica nítida a idéia de que alguns treinadores acreditam e insistem que schutzhund é um esporte na kbça do cão tbm, que o cão considera aquilo tudo uma grande brincadeira... como se cães treinados em esporte não fossem reais quando comparados com cães de policia segurança ou até mesmo guarda de casa.

Eu acredito em alguns pontos...

• o cão não discerni o nível de perigo quando trabalhado em defesa, o figurante é sempre uma ameaça para ele, seja em esporte ou não, caso contrario cães alguns cães não correriam... uma ameaça de rua pode ter certeza que para o cão é igual uma ameaça simulada.

• cães de esporte são as principais matrizes pelo mundo de cães de policia.

• O fato de determinado treinador optar por treinar ou não o seu cão em caça, é pelas exigências técnicas, e pelo melhor desempenho no geral, e quem não usa todas as opções com certeza está defasado.

• Alguns cães de policia, são treinados em esporte tbm, inclusive existem provas como KNPV, WPO e outras que são exclusivas de cães de policia. Será que estes cães não são reais? Ou aqui sabemos mais?

• Treinar cão para o serviço de policia normal ou guarda de casa é muito mais fácil e menos exigente que treinar o cão de esporte. Inclusive é comum cães que não deram certo em esporte irem para canis de policia pelo mundo.

O fato de existirem alguns cães extremamente esportivos, é não só por serem controlados, mas tbm por terem muito mais nervos e segurança, não significa que todos os cães de esporte não possuem agressão ou não peguem de verdade, como alguns chamam por ai de luveiros.
Ele tem de estar condicionado com todas as informações e ferramentas de aprendizado na kbça, todas as emoções direcionadas para um objetivo, quando um cão é corretamente treinado vê um figurante e não reconhece aquilo como uma caça ou brinquedo, aquilo é simplesmente algo que canaliza as emoções, e representa todo um trabalho a ser feito, e estimula todos os diferentes comportamentos, como se a própria vida dependesse e girasse em torno daquilo, aquilo que esta lá parado, vai recompensar ele de varias maneiras.

Porém anteriormente sempre será dada atenção ao resultado esportivo, quando foi feito um trabalho bem feito, o cão aprende a separar as coisas, e depois quando redirecionado o cão saberá trabalhar no comportamento correto, entrando no "espirito", e depois do cão pronto, o dono poderá direcionar este cão para qualquer função que exista, pois o cão de sch é uma ferramenta de poder e capaz de resolver qualquer situação.

Rodrigo Didier
Foto Falco x Alves

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Generalização no conceito de raça.

É muito comum as pessoas generalizarem como se todos os exemplares de cães pertencentes a determinada raças tivessem o mesmo potencial genético, características físicas e comportamentais desejada no padrão.
Padrão é algo a ser seguido, e não um termo mágico, aonde todos os cães daquela raça vão nascer com as características desejadas.
Dificilmente veremos uma ninhada totalmente uniforme, sempre vão existir diferenças grandes ou sutis, seja em aparência ou temperamento.
Antes de generalizar, e passar informações incorretas, devemos entender que dificilmente uma unificação de padrão vai acontecer, e isso é praticamente impossível, pelos seguintes motivos
-Mudanças constantes em temperamento e forma, decorrentes de uma das mais importantes ferramenta de seleção, a variabilidade genética.
-Os métodos de seleção artificial geralmente estão longe do processo ideal, como ocorre na natureza que não necessariamente é o politicamente correto.
-Preferências pessoais, má informação, e cruzas indesejadas costumam desvirtuar as linhagens.
-Dificuldade de uma criação totalmente direcionada a uma função real, fora as raças realmente selecionadas para trabalho.
No mundo “pet/show” a maioria dos criadores tem boa intenção, porem nem todos tem o conhecimento e a seriedade necessária para direcionar corretamente a criação, e escolher os exemplares que apresentam as características realmente desejadas pelo padrão, seja em comportamento ou em estrutura, portanto não existem garantias sobre os cães que serão usados na reprodução, muitos fatores teriam que ser combinados, e um controle próximo do ideal se torna dificílimo, mesmo nos melhores clubes de raça existem interesses diferentes e dificuldades.

Podem discordar Mas infelizmente até hoje só no meio de cães de esporte e serviço, consegui ver pessoas capazes de interpretar corretamente as características comportamentais de um cão.
E muitos que conheci anteriormente, que em dado momento não conheciam nada de esporte por exemplo, mudaram totalmente a cabeça, e alguns tiverem grandes frustrações, e passaram a ter uma preocupação muito mais complexa, e uma linha de raciocínio completamente diferente das pessoas que se preocupam apenas com as características físicas. Características físicas são fáceis de entender, ver e perpetuar, o ponto é esse, quem não gosta de coisas mais fáceis?...

Tudo seria muito fácil até aparecerem alguns problemas, alguns até derivados de padrões sem sentido. O maior problema nessa historia toda, é que muito criador se isenta da responsabilidade no quesito temperamento, é mais fácil passar a informação de que um bom manejo é que importa, e normal escutar de alguns desavisados,"o cão é a cara do dono", pois é muito mais fácil passar uma grande parcela de culpa aos proprietário, e pior os pobres proprietários desinformados assumem essa culpa, arcando com os custos financeiros e emocionais.

Um cão nunca vai ser a cara do dono,
eu gostaria de entender como um cão seria cara do dono, na contra a partida que se eles insistem que todos os cães da raça em questão apresentam o comportamentos desejado e por eles vendido.
Reconheço que o manejo é importante, porem é importante na hora de maquiar problemas genéticos, que atrapalhem o convívio, e que quando estes cães são maqueados geralmente perpetuam o problemas piorando ainda mais o já fraco processo seletivo.
A única culpa do proprietário nesta historia toda é comprar um cão mal escolhido, vendido por um criador que direcionou mal aquele exemplar para um dono sem conhecimento, pois na realidade existem pessoas capazes de lidar com alguns cães e outras não, e existem cães para certos tipos de pessoas que não servem para outras, e isso independe da raça, apesar de algumas raças tenderem a possuir em algumas linhagens um maior numero de exemplares de aparência e comportamento similares.
O mesmo raciocinio baseado em mitos acontece no conceito com mestiços e cães de raça sem pedigree. A maioria dos leigos assimilaram o mito de que SRDs fossem a melhor coisa do mundo. Isso é absurdo, podem existir ótimos cães sem linhagem definida, porém isso não passa de uma feliz coincidência, já que a principio não existe nenhum processo seletivo, e alem do mais é comum ver muitos cães com problemas de temperamento e saúde.
As pessoas provavelmente só falam isso tentando ser simpáticas e cativantes, sem levar em consideração que estão desmerecendo algo em que não possuem o mínimo de conhecimento técnico, simplesmente pelo descaso ou pela crença de que a elite de pedigree, possui um papel que não passa de um símbolo de status e valor financeiro, pedigree não é um documento onde esta marcada o preço do cão, e sim toda a origem genética, a arvore genealógica, aonde existiu todo um cuidado e uma seleção.
O pedigree não é uma garantia de qualidade, é um mapa genético apenas, pelo fato de existir seleção mal feita, e a genética não funciona baseada em apenas acerto, impossibilita garantir a qualidade na totalidade, porem dá para manter uma pressão seletiva direcionando boa parte dos exemplares em um objetivo em comum, Principalmente quando o trabalho é bem feito.
A falta de qualidade nos métodos de seleção abre precedentes de conceitos absurdos: Raciocínios como:
Vender cão é um ato mercenário...
Não vendo meus filhotes, cão não é mercadoria...
Pedigree é frescura...
Cão de raça é cão doente...
Ok pode até ser, mas esse raciocínio de não comercializar cães vale-se apenas para milionários que tem dinheiro para dar e vender e tem uma puta estrutura amadora que acaba com os concorrentes, concorrentes esses que aumentariam a variabilidade genética somando ao todo, ou para mestiços ou cães de raça sem registro aonde não são contabilizados os custos de registro e manutenção de um clube de raça, ou canil realmente serio... E tbm essas afirmações danosas não levam em consideração o fato de que os cães nasceram sem:
Programação, estudo de linhas de sangue Direcionamento correto visando a manutenção da raça. Cruzar combinando as linhagens corretamente. E assim evitar a propagação de doenças genéticas, físicas ou comportamentais, podendo até fixar erros pela endogamia.

Não devemos esquecer que:
Existem cães que realmente representam bem o padrão da raça em todas as suas exigências, esses são os que deveriam ser reproduzidos.
Existem cães de qualquer raça, que estão longe do desejados pelo padrão, e devem ser amados e manejados corretamente evitando problemas mas nunca deveriam ser reproduzidos.
Existem maravilhosos acasos que são ótimos companheiros, porem não devem ser reproduzidos por não pertencerem a uma linhagem selecionada, e tbm podem não carregar nada em sua carga genética.
Para piorar este samba de mitos as informações confusas e sem base técnica se perpetuam por alguns que para não criar antipatia e não perderem o filão, concordam e vendem idéias simpáticas para agradar os criadores e proprietários, que tendem a internalizar qualidades que não estão presentes, e coisas sem sentido para serem mais felizes.
É comum ver em livros e revistas coisas que não fazem o mínimo sentido, principalmente quando querem enaltecer algumas raças, e seu padrão.
O mais correto antes de falar sobre, indicar, cruzar ou comprar um cão, se informar, testar e escolher o cão correto, e caso queira criar ou cruzar seu totó, garantir o destino dos filhotes, observar friamente as qualidades e defeito, usando ele bem intencionadamente na reprodução, usando técnica e escolhendo um par a altura de linha de sangue que combine... e assim melhorando a cinofilia como um todo.
E o principal, valorizando que faz bem feito, e evitando população indesejada.

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Uma visão geral do schutzhund

Durante as mudanças sócio econômicas na Alemanha houve uma maior demanda de cães de proteção trabalhando na cidade, neste ponto a qualidade e versatilidade do cão pastor alemão foi colocada a prova.

E quando colocada a prova a qualidade genética da raça supriu qualquer necessidade.

A qualidade de caráter e rusticidade derivada de uma ótima genética proporcionou a realização de inúmeras tarefas, isso não passou desapercebido nem pelos inimigos durante a guerra eu se sucedeu, e a informação dessa raça rapidamente se difundiu pelo mundo,

Com a função de pastoreio passando para segundo plano, o pastor alemão começou a ser usado principalmente como cão de guarda, a SV prezando pela qualidade da raça rapidamente percebeu a necessidade de testar os cães que seriam usados na reprodução dentro de sua nova função, e criaram um programa de seleção baseado em esportes como o Ring, o nome adotado foi schutzhund (cão de proteção).

O sucesso do método de seleção foi tanto, que posteriormente muitas outras raças começaram a selecionar da mesma maneira, e atualmente é um esporte, que é praticado por inúmeras pessoas que desejam fazer algo a mais com seus cães pelo mundo inteiro.

Atualmente o sch é um dos esportes de seleção mais populares do mundo, e foi introduzido no mundo todo graças a difusão da SV, e seus métodos de criação, foi o caminho que tornou a raça pastor alemão como a raça de maior numero de cães versáteis do mundo.

O Sch como esporte de seleção


Atualmente o sch é um dos grandes esportes de seleção reconhecidos pelo fci é um dos esportes de seleção mais populares do mundo.
Ele foi introduzido no mundo todo graças a difusão da SV e seus métodos de criação, foi o caminho que tornou a raça pastor alemão como a raça de maior numero de cães versáteis do mundo.

Para entendermos o sucesso do sistema de seleção de Sch, temos que entender que ele depende de vários braços.

Aonde cada um entra?

Função dos condutores.
Preparar os cães de acordo com as exigências para que assim eles sejam testados, e aprovados mostrando por melhor suas qualidades e características individuais, e assim serem usados na reprodução.

Função do criador.
Fortalecer os clubes, titular os cães que serão usados na reprodução sempre priorizando a melhor qualidade e manutenção do plantel.

Função do Juiz.
Ter informação técnica para julgar os cães aptos para o ideal da raça, direcionando a criação corretamente.

Função dos clubes
Dar suporte para realização de provas, julgar, e direcionar corretamente o caminho da raça agregando qualidade e pessoas com um mesmo objetivo.

O schutzhund sem duvida é umas da melhores ferramentas de seleção para caráter e capacidade de trabalho, os exercícios testados no esporte exigem uma grande saúde física e mental, estabilidade emocional, as linhagens que são selecionadas tendem a apresentar descendentes equilibrados com altos limiares de segurança, resistência a stress psicológico e físico... Um bom cão de sch é na realidade tudo que uma pessoa precisa ter em casa.

Escolhendo e preparando o cão de esporte.
Um cão que não tem capacidade de morder, não vai ter capacidade de realizar a principal seção, a de proteção.

A primeira e mais importante coisa no processo de seleção é a qualidade de mordida. Existe até uma piada comum, que em resumo é, chega um rapaz falando de todas as mil qualidades do cão para um grupo, todo mundo impressionado, ai vem uma pessoa mais experiente e pergunta... isso tudo ai morde? Basicamente um cão de sch tem que antes de tudo morder, o resto aos trancos e barrancos se dá um jeito.

O cão de sch deve apresentar uma pré disposição genética que permita o preparo.

Não faz sentido maquiarmos com técnica as deficiências genéticas de um cão que vai ser usado na reprodução, na verdade estaremos degenerando todo o programa de criação, porém nada impede que possamos praticar o esporte com nossos cães, independente da origem, mas sempre com censura e senso critico, separando esporte da reprodução.

Oq o cão de sch deve apresentar? E quais características são selecionadas nas linhagens de Schutzhund.

Boa mordida, nervos, limiares altos em resistência psicológica e estímulos externos, dureza, estabilidade emocional, segurança, insensibilidade ao toque, força motora, resistência física, estrutura física, agilidade, explosão, tenacidade , disponibilidade, instinto de matilha, curiosidade, foco, concentração, capacidade de aprendizado, atenção, agressão predatória, caça, posse, espírito de luta, apetite, vontade de brincar.

Apesar de termos muitos cães despontando em provas, existem muitos cães de qualidade, que infelizmente seus criadores e condutores não tiveram capacidade de aproveitar, as vantagens genéticas não são nada no caso de mal direcionadas, e isso é um problema serio, comum em nossos campos, um adestrador que não possui qualidade técnica pode destruir totalmente um bom cão, ou mesmo não permitir que ele mostre da melhor maneira a suas melhores qualidades genéticas, e as vzs infelizmente e bons cães são esquecidos.

Temperamento, saúde física e manejo correto são de tremenda importância, e sempre esse conjunto deve ser o objetivo principal quando queremos sucesso na criação ou competição.

Quais características são selecionadas nas linhagens de Sch. Disponibilidade, tenacidade, instinto de matilha, resistência física, agilidade, explosão, nervos, limiares altos em resistência psicológica a estímulos esternos, tenacidade, dureza, foco, concentração, aprendizado, agressão social, agressão predatória, caça, força motora, drive de fome, posse, resistência e estrutura física.
Escolhendo e preparando o cão de esporte.


Um cão que não tem capacidade de morder, não vai ter capacidade de realizar a principal seção, a de proteção.

A primeira e mais importante coisa no processo de seleção é a qualidade de mordida. Existe até uma piada comum, que em resumo é, chega um rapaz falando de todas as mil qualidades do cão para um grupo, todo mundo impressionado, ai vem uma pessoa mais experiente e pergunta... isso tudo ai morde? Basicamente um cão de sch tem que antes de tudo morder, o resto aos trancos e barrancos se dá um jeito. O cão de sch deve apresentar uma pré disposição genética que permita o preparo.

Não faz sentido maquiarmos com técnica as deficiências genéticas de um cão que vai ser usado na reprodução, na verdade estaremos degenerando todo o programa de criação, porém nada impede que possamos praticar o esporte com nossos cães, independente da origem, mas sempre com censura e senso critico, separando esporte da reprodução.

O que significa Schutzhund?

É um termo simples para um esporte extremamente complexo.
A a abreviação Sch é normalmente vista nos pedigrees mais antigos e significa schutzhund, essa palavra alemã é usado pela maioria dos praticantes, e foi adotada na origem do esporte, e de origem alemã como o esporte e pode ser traduzida da língua original para a língua portuguesa como cão de proteção.

Quais as outras siglas?

Atualmente outras siglas são apresentadas nos pedigrees, Atualmente na Alemanha, que é o berço do esporte a denominação adotada é VPG, e no resto do mundo o esporte tbm é chamado de IPO(Internationale Prufungsordnung).

A tradução de VPG. É algo que podemos considerar como cão multi funcional.

Aqui no Brasil ainda usamos o CT(cão de trabalho), que corresponde ao antigo CG(cão de guarda).

Este espetacular triatlon canino é uma simulação baseada no trabalho exigido para os cães de policia.

Os objetivos do esporte, a sua forma de julgamento e suas regras foram desenvolvidas pela VHG/SV para selecionar linhagens de cães da mais alta qualidade.
E sem dúvida este método de seleção foi responsável pelo sucesso do programa de criação do pastor alemão de trabalho.
Atualmente, Muitos outros clubes de raças de trabalho adotaram o mesmo programa de seleção, o sucesso foi tanto, que o sch é um dos poucos esportes caninos praticados em todo os continentes, e é um dos únicos que tem grau oficializado pelo FCI, a principal entidade cinofila do mundo, reforçando-o ainda mais como um dos mais importantes esportes de seleção.

Quais a raças de mais empregadas no trabalho?
Percentualmente os cães que apresentam melhor resultado, e mais rápida ascensão no esporte ou trabalho, são descendentes de raças com linhas de sangue direcionadas e selecionadas anteriormente para tal. As raças mais comuns em provas de alto nivel são Pastor Alemão, Pastor Belga Malinois, Dobermann, Rottweiler, Airdaile terrier.
Apesar de existirem métodos de seleção baseados em função real, algumas raças continuam consideradas como de raças de trabalho, mesmo que seus reprodutores principais não exerçam a muita gerações nenhuma função, ou seja, não foram testados em suas capacidades funcionais e e muito menos selecionadas por elas, e sim, por conceitos particulares de seus criadores e juízes de exposição, o termo raças de trabalho não significa nada se não houver seleção direcionada para tal, porém não podemos descartar felizes acasos possuam capacidades de realizar muito bem as tarefas, porém não passam de felizes coincidências.

Machos e fêmeas são julgados no esporte?
Nas provas e no processo de seleção do Sch tanto machos como fêmeas são julgados em igualdade, mostrando a importância dos dois na criação, porem na maioria das vezes os machos apresentarem percentualmente melhores resultados não só pelo tamanho e força e agressão, mas tbm a maioria dos treinadores e criadores tem interesse de apenas graduar as fêmeas, para logo depois serem usadas na reprodução.

No que se baseia o teste?
Na prova de sch, é cobrado do cão a habilidade de realizar as tarefas sob o máximo controle e em total sintonia com o condutor.
O papel do adestrador é preparar a obediência, e tentar capacitar o cão para que ele possa ser julgado e graduado em todas as seções.
O papel do figurante de formação é aproveitar as características instintivas, como defesa, caça e luta, para que o mesmo execute corretamente o trabalho de proteção e assim por diante ser analisada a performance pelo juiz.
O Juiz tem a grande responsabilidade de analisar todas as questões que envolvem o desempenho do cão, sejam físicas ou comportamentais, garantindo a graduação de apenas cães aptos para o programa de criação.
A função do criador é escolher graduar e usar os melhores cães selecionados dentro das exigências dos padrões das raças, e assim aumentando a porcentagem de cães aptos na media geral do plantel.
Ao preparar um cão de sch, o adestrador e o figurante de formação, tem a chance de aproveitar corretamente todos os instintos e comportamentos apresentados, lapidando e aproveitando o que existe de melhor, controlando os excessos, analisando e descartando as fraquezas.
E de tremenda importância que o treinador possua a técnica necessária para ambientar e socializar corretamente o cão desde bem jovem, impedindo que traumas ou acidentes possam influenciar na totalidade do comportamento, tudo isso para que o cão apresente todos seus instintos e a melhor performance possível durante o teste.

Todos os cães graduados de sch possuem capacidade de serem usados na reprodução?
Devemos lembrar que um bom adestrador pode através de varias técnicas preparar um cão problemático graduar e até pontuar bem, promovendo um ambiente favoravel a execução do trabalho, porém cabe ao juiz perceber pequenos sinais e posturas do cão, assim como a ajuda e influencia que o condutor exerce para facilitar o desempenho do cão.

O que é é lamentável e comum, e está ao inverso do que queremos ver, é a incapacidade de alguns adestradores lidarem com os processos de aprendizagem, alguns adestradores tem capacidade de apagar um bom cão, ou destruir totalmente um cão médio, impossibilitando que estes cães demonstrem sua capacidade genéticas e sejam usados no programa de criação.
Ai neste caso só o histórico do cão, e o acompanhamento e a opinião de outros treinadores poderiam informar sobre a real qualidade do cão, porém sempre será uma analise subjetiva.

Quais os graus de Sch?
Gostaria de ressaltar que CAB, CTA ou IPO não são graus de trabalho apesar de alguns deles fazerem parte de provas oficiais. Na América do Sul existe o “grau” Cab para a seleção dos principais reprodutores da raça pastor alemão, infelizmente e geralmente, o teste é mal feito e mal julgado, provavelmente pela pouca exigência ou desinformação dos clubes, criadores e juízes de estrutura. A conseqüência disso é clara, é só ver o declínio da qualidade de temperamento media das linhagens dos cães selecionados nestes “moldes”. A maioria dos verdadeiros treinadores de sch concordam que o Cab é ineficaz e superficial “mas mesmo assim é melhor que nada quando se trata de seleção”....
O grau mínimo no qual o cão é aprovado como cão de trabalho é o IPO1.
No esporte existem três níveis com diferentes dificuldades, as diferenças de um grau para outro foram moldadas para cobrar a evolução exigida durante o treinamento do cão.

Os graus são os seguintes:
Ipo 1 iniciante
Ipo 2 intermediário
Ipo 3 o grau máximo
(Existe tbm os graus de faro avançado pouco praticados no Brasil, chamados de FH1 e FH2.)
A titulação permite automaticamente a passagem para o próximo nível. Salvo em alguns campeonatos de nível nacional por exemplo, que exigem titulação no grau em provas anteriores, muitas vezes chamadas como, provas de graduação..

Existem limites mínimos na idade para graduação
BH 15 - meses.
IPO1 e FH1 -18 meses
IPO2 - 19 meses
IPO3 e FH2 - 20 meses

Atualmente, antes que um cão gradue, ou inicie sua carreira em provas oficiais é exigido o grau oficial de BH ou Cac O BH é uma prova fácil, principalmente se realizada por um cão bem treinado, obediente, seguro e equilibrado.
A obediência do BH apesar de básica é um verdadeiro vestibular para todo adestrador, seja ele iniciante ou supostamente experiente, pois testa todos os comando úteis e a socialização exigida no dia a dia, a prova é muito similar a seção B do Sch1 sem alguns exercícios mais complexos como o, Retriever(busca) e o Voraus(em frente).
A prova, sem duvida tem a nobre função de melhorar a imagem da cinofilia e do esporte como um todo, e como tal deveria ser valorizada por todos os clubes de raça.

No esporte de Sch as 3 seções, estão divididas em A B C.:

Seção a. faro
Entre todos os esportes caninos podemos considerar que o faro de sch, independente dos graus é um dos mais difíceis e mais exigentes, seja no treinamento ou na execução, Do IPO 1 ao FH2 o cão tem a função dependendo do grau seguir passo a passo o odor do marcador ou condutor, associando o caminho traçado com o distúrbio causado passo a passo no terreno. O tempo de espera, tipo de trajeto, n° ângulos e n ° de objetos vão variar de acordo com o grau que o cão esta sendo testado, a colocação dos objetos e o traçado do percurso são pré-determinados pelo juiz. A seção de faro, não tem como objetivo apenas testar a capacidade a olfativa do cão, analisam também a intensidade, constância, precisão, concentração e tenacidade. Por exemplo, cães que sentem ambiente, nervosos, agitados, inseguros, ou sensíveis que não possuem determinação terão dificuldades de se concentrar e realizar essa complicada tarefa. O juiz quer ver o quão limpo é o trajeto do cão, precisão ao realizar os ângulos e retas, como ele marca os objetos, sem contar e a “ética” do condutor, deixando o cão conduzir todo o trabalho, o ideal é que não tenha interferência alguma. A entrada na pista no IPO pode ser entre 30 minutos a uma hora, dependendo grau. O cão poderá realizar a prova com ou sem guia, com o condutor sempre a distancia de10 mts, salvo no momento em que o cão achar o objeto, neste momento como é treinado pela maioria dos adestradores o cão devera indicá-lo corretamente deitando e aguardar no local a aproximação do condutor, ou de uma maneira que não é muito comum, achar pegar e trazer o objeto. Existe uma questão que sempre é colocada... de como deverá ser marcada a pista, “arando” ou ou “flutuando”, com ou sem chuteira, isso poderá variar de lugar para lugar, de juiz para juiz, geralmente isso depende da condição do terreno, grau e objetivo da prova. Mas sempre contaremos com o bom senso dos condutores e juízes, considerando que não é um teste de vida e morte e sim um esporte de precisão. As provas geralmente são realizadas em gramados, áreas de pasto ou terreno arado. o ultimo é pouco usado no Brasil, mas deve ser treinado por qualquer um que queira mais e maior experiência para competir em provas no exterior.
O faro muitas vzs não esta nem de perto como a coisa mais atrativa aos condutores iniciantes, é muito difícil e exige muita perseverança, principalmente aqui no Brasil, e geralmente é o que cria o diferencial de um treinador de sch dos outros, mesmo quando comparado com outros tipos de faro. Mas depois que se conquista a técnica é algo apaixonante. É impressionante como o cão aprende e utiliza este instinto.

Seção b. obediência
A obediência é a base de tudo, sem obediência o cão não terá capacidade de realizar nenhuma das seções. Na seção de obediência o tempo de apresentação é de geralmente 15 minutos, sem premiação alguma, os comandos são totalmente vocais e praticamente em nenhum momento é permitida a ajuda gestual, fora o comando voraus e sempre que reconhecida abatem-se os pontos.
Apesar de ser uma difícil tarefa, o cão é cobrado em sua responsabilidade ao cumprir-la.
O juiz geralmente deseja ver precisão, concentração, velocidade, motivação, link, disponibilidade e foco ao obedecer os comandos.
Para formar link, obediência e comunicação, o treinamento é feito geralmente aproveitando a capacidade de aprendizado e resposta dos cães aos estímulos, o treinador tem de direcionar os instintos e impulsos como o de matilha, brincadeira, retriever, caça ou presa, fome, luta para estabelecer a formação motivada. A qualidade nervosa, a dureza e segurança, são determinantes no processo de formação, e no resultado final, algumas franquezas no caráter atrapalham a capacidade de resolver os problemas, e se recuperar do stress de uma correção.
Se nada incomoda o cão fica mais fácil aprender todos os exercícios.

Seção c. proteção
Essa é de longe, a seção preferida dos condutores, cães e espectadores. Durante a prova o juiz analisa a o grau de treinamento e a qualidade geral do cão. E o figurante colabora ativamente do teste, e a sua postura correta e precisa é essencial para que o juiz tenha a exata imagem da performance do cão, não cabe ao figurante interferir na estrutura do teste da proteção, e para isso ele devera seguir as regras e instruções do juiz no decorrer da prova. Apesar de tudo se tratar de uma simulação, O Juiz quer ver cães com determinação, impetuosidade, agressão, cães que trabalhem corretamente mostrando resistência e auto controle ao sofrer pressão e física e psicológica, a analise dos comportamentos deve ser feita pela leitura das posturas e atitudes que retratam o caráter do cão durante a prova. Serão analisados, o tipo do latido, potência na entrada, qualidade de mordida, posturas corporais e a capacidade de subjugar o figurante durante a prova. A seção pode parecer fácil a olhos desinformados, mas o verdadeiro teste muitas vezes é o treinamento em si. Um cão fraco, inseguro de agressão descontrolada e nervosa, dificilmente realizara perfeitamente essa seção e muito menos o treinamento. Conclusão sobre o método de treinamento do sch Só quem prepara um cão em alto nível para todas as seções, terá noção das exigências e dificuldade da dupla na execução das tarefas pré estabelecidas no esporte.
Em cada seção o cão começa com 100 pontos, e cabe o juiz durante a prova subtrair os pontos de acordo com as punições.

O cão só é considerado aprovado caso consiga uma pontuação mínima nas 3 seções diferentes..
A pontuações Nas seções individuais.

0 a 69 – Insuficiente – Não aprovado
70 a 79 – Suficiente
80 a 89 – Bom
90 a 95 – Muito Bom
96 a 100 – Excelente

Uma ressalva Ao pontuar de 70 e 79 pontos na proteção, o cão é considerado aprovado, porém não apto a ser testado ou competir no grau seguinte.

No Geral
0 a 209 – Insuficiente – Não aprovado
210 a 239 – Suficiente
240 a 269 - Bom
270 a 285 Muito Bom
286 a 300 Excelente

o sch não só seleciona bons cães, mas também bons adestradores. E como diriam nossos amigos da SPCPA... falar até papagaio fala.

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Como funciona a seleção

A muitos anos uma corrente de cientistas liderados pelo estudo de Charles Darwin chegou a conclusão que diferentemente das crenças religiosas estabelecidas, todo organismo é resultante de um processo evolutivo, diferente de que tudo sempre foi do jeito que é, como anteriormente era explicado, este fato cada vez mais evidente e discutido, chama-se seleção natural.
Em uma longa viagem a bordo do beagle Charles Darwin deu a volta ao mundo recolheu amostras, observou e anotou, as principais observações foram realizadas em um arquipélago que era muito diferente dos outros já conhecidos, na realidade por sua forma mutável de relevo e com grandes diferenças de ilha para ilha, cada ilha em particular começou do nada em erupções vulcânicas, e floresceu graças a espécimes introduzidas ao acaso, essas subespécies evoluíram e se especializaram seguindo diferentes caminhos, graças as diferentes exigências ambientais, é fácil observar a especialização de cada sub-espécie com diferenças sutis ou gritantes, tanto no comportamento como nas estruturas físicas.


E o q isso tem a ver com nossos cães?

Pode se reparar que o mesmo tipo de seleção acontece em nossos cães, a única diferença é a nossa intervenção como ambiente, a variabilidade genética pode ser direcionada, e cada objetivo resultará em diferentes caminhos, sejam eles bons ou ruins, é possível ver cada raça como uma variedade de sub-espécies habitando em diferentes ilhas, logicamente se houver uma pressão seletiva.


Diferenças na seleção natural e seleção artificial.
Diferentemente da seleção nos canis, e com criadores amadores, a seleção na natureza é cruel. Quem não possui as ferramentas corretas para sobrepor ou se adaptar ao ambiente enfraquece, não é competitivo, e acaba inapto a vencer obstáculos e reproduzir, a carga genética acaba ali, e as características não são passadas adiante. Já os que se enquadram nos desafios estabelecem o padrão vencedor, que se mantém enquanto não exista nenhuma mudança gritante no ambiente, o equilíbrio impera, o tipo de pressão seletiva força uma padronização de instintos e características físicas nos exemplares de mesma espécie, na natureza é muito difícil ver mudanças gritantes, e alguns exemplares não possuem quase nenhuma diferença significativa, o sucesso não dá margem para a variabilidade genética aparecer.

Apesar de raras, e ou insignificantes, as mutações aparecerem, e dificilmente vão se perpetuar e combinar a ponto de criar um novo braço evolutivo, já nas Galapagos, o ambiente era extremamente mutável de ilha para ilha, exigindo adaptações rápidas, e a consangüinidade ou endogamia provavelmente proporcionava a facilidade de reforçar novos tipos, desenvolvendo novas variedades que ficariam para marcar historia, ou ao contrario sumiriam da face da terra. É importante lembrar que nem todas as mutações são benéficas e resultam em evolução, podendo uma super capacitação ou super-tipia resultar e super especialização, aonde uma simples mudança no eco sistema seria o fim daquele braço evolutivo e por seguinte a extinção da linhagem, mas isso é outro assunto...


O homem como ambiente.
Na criação de raças nos moldes atuais, a única referencia a ser seguida é um ideal, ou um padrão, e preciso saber, e sempre repetir que sem objetivo não existe resultados. Este objetivo é o padrão, e este padrão é para ser seguido de acordo com a função, mas nem sempre isso acontece, muitas vzs a seleção segue mais um gosto pessoal, dq é realmente é desejado para a desenvolvimento ou manutenção qualificativa da raça.


Podemos lembrar o exemplo do pastor alemão, vide o caso dos irmão Martin, criadores influentes muito influentes que queriam unificar a raça em um tipo de cor, o ideal para eles era fazer um marketing absurdo no qual o pastor deveria ter a cor da bandeira da Alemanha, e os que não possuíam essa proximidade eram fora do ideal... e graças a este ideal, para nossa sorte ou azar houve uma ruptura da raça, e infelizmente se não houvesse essa divisão provavelmente a raça estaria totalmente inadequada para a função atual, não só em temperamento como em estrutura, seriam apenas bibelôs de exposições, nada contra... mas essa não é a função dessa raça.

Outra coisa que vem sendo duramente criticada e que independente da raça, é o fator que as supertipias, que apesar de não ter valor funcional nenhum vem sendo um fator determinante na degradação na saúde das mais diversas raças e linhagens.... e pior, a maneira no qual os criadores fixam as supertipia é a endogamia, que quando realizada sem maiores cuidados proporciona a degeneração geral, destruindo a saúde da linhagem.

http://www.whispawillowkennels.com/whispawillow-german-shepherds-pictures-our_dogs2.htm

http://www.youtube.com/watch?v=SRU8UdMnssU

http://www.youtube.com/watch?v=cIaM3hYFszc&NR=1


Falando de raças
Antes de falar que determinada raça é assim ou assado, devemos lembrar que padrão da raça é completamente diferente de indivíduos da raça, e isso causa uma enorme confusão na linha de raciocínio das pessoas. devemos tbm ressaltarque nem todo o criador informal, ou mesmo os criadores famosos sabem realmente ou querem selecionar oq é saudável, e na maioria das vezes levam para o lado emocional e financeiro, quando não obstante, não possuem a mínima capacidade ou informação técnica necessária para manter um padrão de qualidade no plantel. Então é absurdo generalizar uma raça apenas pelo sucesso de alguns indivíduos, o correto é falar que tipo de cão é desejado pelo padrão, e deixar claro que nem todo exemplar se encaixa em comportamento ou tipo físico.

Como selecionar um cão de função?
O primeiro quesito na maioria das funções é selecionar link e disponibilidade. Sem essa ferramenta, a realização da maioria das funções é impossível, e foi a primeira coisa que foi selecionada mesmo que sem perceber pelos nossos antepassados Os cães alfa com forte agressão hierárquica dificilmente permitiam o convívio social seguro, e não estavam qualificados a participar de nossa vida social... Até hoje são poucas as funções elaboradas que permitem tal independência, desapego e agressão contra o condutor, funções como as de guarda, caça, tração e luta podem exigir animais que se enquadram no perfil de cão dominante, com agressão hierárquica e independência... Porem sempre serão desejados limiares aceitáveis que permitam o manejo.

Seleção por função.

Existem funções mais especificas que são exigidas outras capacidades... os animais são selecionados por sua capacidade de aprendizado, concentração, equilíbrio emocional, disponibilidade, tenacidade, impetuosidade, foco, agressão social, agressão predatória, retriever, instinto de matilha, caça, rapina, posse, gula, faro, luta, matilha, impulso sexual. Esses cães, indiferentes de suas habilidades especificas devem possuir a capacidade de passar as características adiante, Isso não é fácil, não é tarefa de um só e exige um trabalho em conjunto.

O melhor lugar para selecionarmos isso é através do esporte, o esporte motiva a competição, e estimula o homem a melhorar e se superar tecnicamente na criação e no manejo, o esporte se tornou um alicerce, ou o ambiente mais propicio evolução das linhagens, seja de esportes de caça, pastoreio ou de policia como KNPV, SCH, IPO, Ring, WPO, no esporte é feito um laboratório evolutivo, seja na parte física ou comportamental, as exigências das regras são testes elaborados de seleção, aonde podemos ver todas as características desejadas para um animal realizar determinado trabalho em conjunto com o homem.


Variabilidade genética dentro das utilidades.
A qualidade exigida em cão de salvamento, pastoreio, guarda de rebanho, policia, caça, guia de cego, terapia e companhia são completamente diferentes apesar da maioria delas exigir um conjunto de impulsos e instintos em comum. O fato de uma raça possuir um ou mais indivíduos que são capazes de realizar determinadas tarefas, não tem nada a ver com a idéia de que todos os indivíduos da raça são capazes de realizar as tarefas como um todo. O que vai determinar o sucesso de uma linhagem, não é o sucesso de um individuo, e sim a pressão seletiva de todos os indivíduos usados na reprodução, formando uma linhagem ou raça, raça é apenas uma denominação feita a um seguimento ou objetivo dentro de uma espécie, tanto que é possível criar novas raças ou novos seguimentos dentro da mesma espécie. É falado que a mistura de exemplares distantes dão tendência ao aparecimento de tipos primitivos, porém não tenho informações ainda sobre este fato.


Podemos concluir que o fato de ser um Pastor Alemão ou um Labrador, não significa que ele será capaz de realizar em maestria todas as funções que a raça faz mundo a fora, e muito menos a mistura das duas vai resultar em sucesso, ou agregar as qualidades. Por outro lado apesar de ser arriscado, pode se ter por opção abrir o sangue com parentes distantes ou mesmo mixar raças, porém oq vai determinar o sucesso disso é uma analise fria do resultado da cruza, e o objetivo a ser seguido.


Diferenças genéticas e comportamentais dentro das raças de utilidade.


Alguns exemplos de seleção para a função original.


Exemplo do caçador retriever.
Disponibilidade, link (segue o líder, possui retriever e pouca posse), segurança e rusticidade e pouca sensibilidade(pouca agressão e facilidade se adaptar a ambientes estranhos), pouca disputa hierárquica ou dominância(retriever, não disputa a caça, pouca posse), nervos fortes(escuta estampido de 12 sem mudar o comportamento), e estabilidade emocional e adestrabilidade(não espanta a caça e aguarda o comando para buscar). Essas qualidades resulta em cães seguros extremamente mansos, e pouco reativos, cães calmos e ótimos com crianças, e convívio em família.. . Oq é selecionado atualmente?... nada, só uma idéia de que é um ótimo cão para a família e correr na praia, sem realmente ninguém ter idéia dq resulta ou se seleciona isso, fora que é comum vermos exemplares displasicos, pois não existe nenhuma intenção de usarmos as ferramentas de seleção ao nosso alcance como o RX.


Exemplo da seleção de ring
Disponibilidade, segurança, instinto de matilha, agilidade, resistência física, explosão, moldabilidade e flexibilidade de comportamentos, respostas rápidas a estímulos, grande capacidade de aprendizado, tenacidade, agressão, caça.
Os cães selecionados em ring geralmente são ágeis, extremamente rápidos , devem responder rapidamente a estímulos novos, e sempre apresentam incessante vontade de agir, tentando o tempo todo acertar e quebrar barreiras, geralmente cães assim são mais agitados, e devem ser bem socializados e ambientados para agüentarem os diferentes estímulos e ambientes da prova. Geralmente a grande atividade pode ser necessárias para respostas muito rápidas, essas características geralmente não são apresentadas em cães mais estáveis e seguros, com limiares mais altos de calma, Essas características são ideais para cães de serviço geral de policia, e os métodos atuais com muita comunicação e técnica,vem permitindo uma grande ascensão de cães assim no serviço de proteção civil e policia. Diferentemente do sch o Ring seleciona muito mais a capacidade de se moldar a ambientes(aprendizado) dq o equilíbrio emocional. A rotina fixa do sch cobra mais os nuances que mostram muito mais das "falhas" de temperamento.

Exemplo da seleção de rinha
Tenacidade, agressão social, foco, resistência a dor, agilidade, equilíbrio emocional, pouca agressão hierárquica, segurança, agressão postural social.
O pitbull graças a este direcionamento apresenta uma propensão natural a ser um cão de resistência e explosão, geralmente é seguro e não apresenta agressão por medo, porém a agressão social postural pode desencadear um ataque sem avisos, gerado por alguma postura de desafio, fora o risco da agressão predatória que descende dos cães de caça terrier, que geralmente e ativada por qualquer criatura que represente uma postura de caça ou fuga, a pouca agressão hierárquica e o equilíbrio emocional e foco no oponente, facilitava o manejo dos condutores na rinha, e evitam na maioria das vzs por exemplo o redirecionamento de agressão ao condutor, apesar de grande resistência a correção física ele não foi selecionado para receber pressão psicológica e não agüenta muito uma correção mal feita pelo condutor.

Rodrigo Didier

O inicio de tudo, como essa simbiose começou.

Como o cão começou a fazer parte de nossas vidas.
Os primeiros encontros entre canídeos e humanos, aconteceram na pré historia, provavelmente os primeiros ancestrais de nossos cães domésticos eram exemplares mais seguros e disponíveis, menos dominantes e desconfiados, essas características de caráter permitiram pouco a pouco uma aproximação junto aos grupos nômades.
No inicio a relação inter espécies era uma troca informal de favores, do lado canino vinha o alarme contra predadores indesejados e ajuda na caça, e do lado humano vinha uma maravilhosa variedade de restos de alimentos.
O processo de simbiose continuou e evoluiu graças a algumas características instintivas que facilitaram a relação e comunicação e ambas espécies possuem ferramentas opcionais que reforçaram ainda mais essa relação.
A neotenia por exemplo, é a propensão instintiva que o humano possui de reconhecer a forma característica que leva a proteger e gostar de filhotes. E o imprint que aparece na fase aonde o filhote esta mais exposto, aonde a única maneira de sobreviver e seguir intrinsecamente a primeira coisa que vê, que é mãe que lhe proporcionara proteção e alimento.
Assim o ser humano adotou o cão e o cão sucumbiu a sociedade humana, ambos são tão diferentes fisicamente e tão parecidos com regras sociais e comportamento hierárquicos pré definidos, que juntos deram os primeiros passos lado alado para essa um longo caminho que estava por vir.
Existem estudiosos que afirmam que sem essa simbiose, e a proteção de nossos cães não teríamos chegado ao grau de evolução que estamos. Durante o andamento dessa historia complexa, nossos antepassados perceberam o obvio, que cães que permitiam melhor o convívio e tinham capacidade de realizar tarefas, tinham capacidade de passar essas características adiante, e intuitivamente eles procuravam a manejar e cruzar esses exemplares, perpetuando assim as características desejadas, ou futuras linhagens, que por seguinte viriam a ser tornar as antigas e atuais raças de trabalho ou companhia.
Mas na contramão do que seria esperado, os cães vem perdendo a suas funções e utilidades, e já que não existe um direcionamento objetivo, logicamente vem perdendo suas qualidades genéticas e comportamentais, os cães vem sendo cruzados sem o mínimo objetivo ou conhecimento técnico, e servem apenas para tapar buracos nas nossas necessidades de relacionamento, ou fortalecer nosso egos em campeonatos de beleza, e infelizmente na maioria das vezes o que sobra é a aparência que lembra um antepassado que tinha alguma função, e em grande parte são incapazes de realizar tarefas mínimas, como por exemplo, cão de companhia, por apresentar falhas de caráter e total falta de saúde física. Pelo raciocínio acima, o cão entrou por acaso em nossa vida, mas sem perceber selecionamos os cães permitindo que eles façam parte das nossas rotinas diárias, agregando valor e proporcionando qualidade de vida, mas na verdade por falta de objetivo muitos deles passaram a se tornar um estorvo financeiro e emocional.

Meu curriculum

Treinador Condutor e figurante graduado em IPO 3/ Cab /BH

Seminários
Participou de seminários ministrados por
Jan Kokx 2005 - Sch
Max Mendes 2005 – Sch
Renê Sagarra
Ivan Balabanov 2006 – Sch – Ring – Prot Civil
Pedro Luiz Gutierrez Rebolledo 2006 - Sch

Títulos importantes
1° Lugar no Campeonato Brasileiro de Adestramento SVCPA/CBPA-SJC)IPO II - São Jose dos Campos 2008
Cadela Aya do Prismanlú
1° lugar no Campeonato Carioca IPOII –Rio de Janeiro - Rott Rio em 26 Maio de 2007
Cadela Aya do Prismanlú
1° lugar IPO I no 4° Campeonato Paulista Inte-raças SSC - Taça Paulo Vetter - Osasco 8 Julho 2006
Cadela Aya do Prismanlú
1° Lugar no 1° Campeonato Carioca de Trabalho Categoria CAB
Cadela Shadow
1° lugar CTA na etapa do em JF do CNA em 21 maio 2006
Cadela Aya do Prismanlú
2° lugar CTA - Campeonato Mineiro JF Dez 2005
Cadela Aya do Prismanlú

Experiência profissional
Canil Maringaland
Canil Thor e Tina
Treinador do Grupo IPO RIO

Outros resultados
Participei da preparação dos seguintes cães graduados pelo sistema FCI/CBKC .
Neck do Sadonana BH, condutora Cristine Dias, raça PA
Ludwig Von Mendara BH/ZTP/Ti/IPO, condutora Daniela Prado, raça Rott
Jasmine von mendara BH, Condutor Rodrigo Didier, raça Rott
Aya do Prismanlú BH/IPO 3, Condutor Rodrigo Didier, raça PA
Inka do Rio Araguaia BH, Condutor Rodrigo Didier, raça PA
http://www.youtube.com/watch?v=I5rar3vtrUI
Gero BH, Condutor Rodrigo Didier, raça Labrador
Shadow BH/CaB, Condutor Rodrigo Didier, raça PA sem registro
Esdra BH, Condutor Cristina Dantas, raça Rott
Cela BH, Condutor "Ricardo Pisão", raça PA

Vocês poderão ver um pouco mais do meu trabalho em vídeo
http://www.orkut.com.br/Main#FavoriteVideos.aspx?uid=12220498687777137061"
Caso tenham interesse em formação de grupos de treino, realização de seminários, cursos e treinamento de cães e consultoria comportamental, entrem em contato pelo meu perfil, ou pelo e-mail rodrigo_didier@yahoo.com.br, ou pelo msn rodrigo.didier@hotmail.com
Obrigado pela atenção.